
O que é resistência à insulina
A insulina é o hormônio que permite que a glicose do sangue entre nas células para ser usada como energia. Na resistência à insulina, as células passam a responder menos a esse hormônio. Para compensar, o pâncreas produz mais insulina, e durante algum tempo a glicemia continua normal.
O problema é que esse esforço extra não dura para sempre. Com os anos, a glicemia começa a subir, primeiro para a faixa de pré-diabetes e depois, em muitos casos, para o diabetes tipo 2.
Sinais que merecem atenção
- acúmulo de gordura na região abdominal;
- cansaço ou sonolência depois das refeições;
- fome frequente, especialmente por doces e carboidratos;
- manchas escuras e aveludadas no pescoço, nas axilas ou nas dobras (acantose nigricans);
- triglicérides altos e HDL baixo nos exames;
- pressão arterial elevada;
- nas mulheres, ciclos irregulares ou diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos.
Nenhum desses sinais, sozinho, confirma o diagnóstico. Mas a soma deles é um bom motivo para investigar.
Como é feita a investigação
A avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico, incluindo a medida da cintura. Entre os exames que podem ser solicitados estão glicemia de jejum, hemoglobina glicada, curva glicêmica e perfil de colesterol e triglicérides. Em alguns casos, a dosagem de insulina ajuda a completar o quadro. A interpretação é sempre do conjunto, e não de um número isolado.
Dá para reverter?
Em muitos casos, a sensibilidade à insulina melhora de forma importante com tratamento. As medidas com mais impacto costumam ser:
- perda de gordura, principalmente abdominal;
- treino de força, que aumenta a captação de glicose pelos músculos;
- sono adequado;
- alimentação com menos açúcar e ultraprocessados e mais fibras e proteínas;
- medicamentos, quando existe indicação médica.
- A resistência à insulina aparece anos antes do diabetes.
- O corpo costuma dar sinais, e eles podem ser investigados.
- O diagnóstico depende do conjunto de exames e da avaliação clínica.
- Com tratamento, o quadro pode melhorar de forma importante.
Quando procurar uma avaliação
Se você reconhece alguns desses sinais, tem histórico de diabetes na família ou exames com glicemia no limite, vale fazer uma avaliação metabólica completa.
Conteúdo informativo, escrito e revisado sob responsabilidade do Dr. Guilherme Loureiro Rocha (CRM-ES 11007). Não substitui a consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual.
Dr. Guilherme Rocha