
O que é a perimenopausa
A menopausa é definida como o momento em que a mulher completa 12 meses seguidos sem menstruar. A perimenopausa é o período de transição que vem antes disso. Ela costuma começar por volta dos 40 anos, mas pode surgir antes, e pode durar alguns anos.
Nessa fase, os ovários passam a funcionar de forma irregular. Os níveis de estrogênio e progesterona oscilam, às vezes de um mês para o outro, e são essas oscilações que explicam boa parte dos sintomas.
Os sinais mais comuns
- Ciclo menstrual irregular: intervalos mais curtos ou mais longos, fluxo diferente do habitual.
- Ondas de calor e suor noturno: sensação súbita de calor, principalmente no rosto e no peito.
- Sono pior: dificuldade para dormir ou despertares durante a noite.
- Humor instável: irritabilidade, ansiedade ou desânimo sem motivo aparente.
- Mudança na composição corporal: ganho de gordura concentrado na região abdominal.
- Libido em baixa e secura vaginal.
- Dificuldade de concentração e sensação de memória mais lenta.
Por que um exame isolado nem sempre responde
Como os hormônios oscilam bastante nessa fase, uma única dosagem hormonal pode vir normal mesmo com sintomas evidentes. Por isso, o diagnóstico da perimenopausa é principalmente clínico: considera idade, padrão do ciclo, sintomas e histórico. Os exames entram para complementar a avaliação e descartar outras causas, como alterações da tireoide.
O que pode ser feito
O tratamento é individual e depende dos sintomas, do histórico de saúde e dos riscos de cada mulher. Ele pode incluir ajustes de sono, alimentação e atividade física, tratamento de condições associadas e, quando indicada e sem contraindicações, terapia hormonal. Para quem não pode ou não quer usar hormônios, também existem alternativas.
- A perimenopausa pode começar anos antes da última menstruação.
- Os sintomas vêm da oscilação dos hormônios.
- O diagnóstico é principalmente clínico.
- Existe tratamento, e ele deve ser individual.
Quando procurar uma avaliação
Se os sintomas estão interferindo no seu sono, no trabalho, nos relacionamentos ou na sua disposição, vale procurar uma avaliação. Essa fase não precisa ser atravessada no sofrimento.
Conteúdo informativo, escrito e revisado sob responsabilidade do Dr. Guilherme Loureiro Rocha (CRM-ES 11007). Não substitui a consulta médica. Diagnóstico e tratamento dependem de avaliação individual.
Dr. Guilherme Rocha